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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Como me tornei mãe aos 20 - Capítulo 6

   Depois de descobrir a nova gestação, fui atingida por diversos sentimentos como, medo, negação, alegria, tristeza, amor e mais uma infinidades de outros sentimentos que eu nem sei descrever.   
  Dessa forma guardei o segredo por mais uns dias, ainda não tinha caído a ficha e também tinha medo de ser vestígios da outra gravidez mesmo sabendo que as chances eram pequenas dado o tempo que já havia se passado, e no meio disso tudo ainda tinha minha relação maluca com o C.
   Bem nessa época estávamos afastados, mas tínhamos combinado de ir a uma palestra de férias na minha faculdade, como terminou tarde ele foi dormir em minha casa que ficava mais próximo ( só explicando, ele e eu morávamos numa cidade do interior não muito longe da capital, mas eu me mudei para uma cidade integrada a região metropolitana da capital, onde fica a faculdade). Com o nosso histórico, claro que acabamos tendo mais uma recaída e durante uma breve conversa acabei falando da minha suspeita e do teste positivo mas deixei claro que podia ser um erro e eu não estar grávida, mesmo assim o C ficou bem nervoso, e com isso foi tudo muito louco e traduzimos nossos sentimentos desencontrados em uma noite bem quente (prefiro nem entrar em detalhes rsrsrs...). Porém no outro dia, a ficha começou a cair, e o C voltou a ficar meio paranoico como da outra vez, sendo assim decidi fazer um beta quantitativo e repetir em 48h pra ter certeza de que estava aumentando e não diminuindo, se o valor aumentasse teria certeza de que se tratava de uma nova gestação.
   No primeiro exame deu 730mUi/ml, voltei na mesma clinica 72h depois e repeti o exame (não deu pra fazer em 48h porque fiz o primeiro na sexta e a clinica não abre no Domingo), e lá estava o meu positivo definitivo 2130mUi/ml, eu confesso que fiquei muito feliz, era como ter meu filho de volta depois de tanto sofrimento, mas quando a adrenalina passou, fiquei meio em choque, sabia que o C não ia aceitar bem, minha mãe também ia querer me matar por cometer o mesmo erro duas vezes e eu apesar de amar meu filho desde o momento em que soube da sua existência, não estava preparada pra ser mãe, pois eu sabia que se existisse alguma chance de eu e o C reatarmos, com esse filho essa chance evaporou, porque o C mesmo sendo um bom garoto e não fugindo da responsabilidade, não estava preparado pra ter uma família e nem queria isso tão cedo (uma coisa seria pagar a pensão e conviver com o filho, outra seria ser chefe de família, ter casa, esposa e filho aos 19 anos), eu também não queria isso, se voltássemos depois da gravidez seriamos meio que forçados a nos juntar de vez, e por mais doido que fosse, eu gostava da liberdade das nossas ficadas, eu amava o C e não queria perder o que agente tinha, mas as nossas recaídas meio que me libertavam do sentimento de luto pelo término, eu estava aprendendo a deixar o sentimento de lado e curtir aquilo de uma forma tipo "se deu deu e quando não der mais cada um pro seu lado". No entanto, se de um lado eu pensava assim, do outro eu morria de medo de ser mãe solteira, nunca fui de ligar para o que os outros pensavam de mim, mas sabia que seria julgada até pela minha própria família.
   Passados os primeiros sustos, resolvi focar na gravidez e mandar um dane-se pro resto, o C estava tendo o tempo dele pra assimilar tudo, já eu tinha muito o que fazer, contar no trabalho, iniciar o pré-natal e fazer os primeiros exames, precisava saber se estava tudo bem com meu filho e morria de medo de acontecer o que aconteceu da outra vez, e assim, durante alguns dias resolvi tudo, tanto no trabalho, quanto a consulta para o pré-natal e tudo que teria para resolver de imediato.
    Os enjoos estavam começando a aparecer e eu me sentia cada vez mais grávida, minha mãe me deu uma bronca mas logo já estava babando com a ideia de ser vovó de novo, tudo estava bem, porém para mim faltava algo...



Espero que tenham gostado do post de hoje. E lembrem-se que vocês também podem ter suas histórias publicadas aqui no blog basta enviar para contesuahistoria.blog@gmail.com.
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terça-feira, 3 de maio de 2016

3 Dicas importantes para uma mãe solteira.

1 - Não deixe os julgamentos te deixarem para baixo.
Nossa, qual a mãe solteira que nunca passou por uma situação em que queria sumir, só pelos olhares julgadores das pessoas?­
Vamos dar um exemplo: você leva seu filho (a) para a festa de um amiguinho, ao chegar lá, se depara com aquelas cenas que já não são legais para as mamães solteiras, várias famílias aparentemente felizes. Papai, mamãe e filhinhos. Mas tudo bem, digamos que você já superou essa fase e que já não se deixa abalar. No entanto, chega aquela pessoa chata do seu lado e fica fazendo várias perguntas do tipo "onde está o pai do seu filho?", "Por que terminaram?", "Quantos anos você tem?". Você tenta ser educada ao máximo com a criatura, mas eis que no final da conversa vem aquele comentário infeliz: "é isso que dá procurar filho nova" ou "você deveria ter feito ele se casar com você", ou ainda pior "não deve ter ouvido seus pais, por isso está assim agora". Ou seja, se o relacionamento não deu certo, na mente pequena desse tipo de gente, a culpa é toda sua. O mais incrível é que ninguém pergunta como você se sente em relação a isso,  se você está bem, se por um acaso o canalha te iludiu e foi embora, ou se simplesmente o relacionamento já tinha acabado para as duas partes, sem um culpado em si.
Mas olha meninas, em primeiro lugar, tenham na mente de vocês que se não deu certo é porque não era pra ser, e ninguém tem o direito de te culpar. Em segundo lugar, sinta orgulho de si mesma, por ser mãe e pai do seu filho, por fazer o melhor para ele, por ter tido seu filho e amá-lo independente de qualquer coisa. Porque mesmo aquelas que tem o apoio do pai da criança, precisam lutar muito para criar os seus filhos, tendo em vista que geralmente os filhos vivem com as mães e são elas que passam noites sem dormir, que precisam faltar ao trabalho porque o filho adoeceu, e que tem sua vida social prejudicada. Dito isso,  quando este tipo de gente fazer um desses comentários infelizes, olhe bem nos olhos da pessoa, sorria e simplesmente diga o quanto você é feliz por ter seu filho. Não discuta apenas expresse sua satisfação por saber que não precisa de homem para cuidar e amar o seu filho como ele merece. Por incrível que pareça, essas pessoas baixam a bola ao ver a felicidade de alguém a quem ela quis ofender, o feitiço vira contra o feiticeiro.

2 - Não esqueça que além de mãe, você é mulher.
Sei que difícil voltar a ativa depois que se tem um filho, e mais difícil ainda quando eles ainda são bebês. Primeiro porque muitas mulheres não tem com quem deixar seus filhos ou tem certa timidez em pedir pra alguém ficar, e outro fator é a insegurança, insegurança em deixar seu filho com outra pessoa porque mãe sempre tem aquele receio de algo acontecer sem ela está por perto. Insegurança com seu corpo, pois talvez aquele vestido lindo que você amava já não fica tão bem em você, por conta de possíveis quilinhos a mais que possa ter ganho na gravidez. Insegurança por medo de encontrar alguém que a faça sofrer, principalmente aquelas que tiveram um fim trágico com o pai do seu filho. Mas como podemos resolver isso? Não é simples, mas precisamos tentar para se conseguir algo.
Sabe aquela amiga que vez ou outra te pede ajuda com algo, ou que está sempre na sua casa por serem grandes BFF? Pois é, que tal pedir a ela com jeitinho para ficar com seu filho no sábado a noite? Claro, se ela não for daquelas muito festeiras, porque nesse caso seria interessante ela ir com você, assim as duas se divertem e a chance de você conhecer alguém através dela são bem maiores. E, nessa hipótese, seria bom procurar sua boa e velha mãe, não existe ninguém melhor para cuidar do seu filho do que a pessoa que cuidou de você. Também pode ser alguém da sua família, que seja mais próxima. E se você tiver um dinheirinho sobrando, ainda tem a opção de contratar uma babá.
Resolvido o primeiro impasse, vamos ao segundo, a insegurança. Essa parte só depende de você, pense positivo, você só deixará seu filho com alguém em que você confia, e caso ocorra algum problema, a pessoa vai te ligar e cuidará bem do seu pequeno até você chegar. Basta se prevenir, deixe o celular bem carregado e, além do toque, a vibração ativada, assim se estiver num lugar com música alta e não ouvir o telefone tocar, ao menos vai sentir ele vibrando. E deixe bem claro pra pessoa que está com o seu filho que qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, pode ligar. Agora vamos a insegurança, com o corpo e o medo de se magoar numa nova relação. Antes tudo, aceite-se, o seu corpo não é mais o mesmo, mas você continua linda e o cara que realmente valer apena, não vai ligar por alguns quilinhos a mais ou algumas meras estrias. Primeiro que ele vai te amar pelo que você é e não pelo seu corpo, depois abra seu coração mas sem tirar os pés do chão. Funciona da seguinte forma, permita-se conhecer novas pessoas e abrir caminho para a confiança, tenha em mente que não é porque o relacionamento anterior não deu certo que você não pode mais se apaixonar porque sempre vai dar errado. Mas também não se entregue totalmente logo de início, conheça pessoas e quando estiver iniciando algo, vá aos poucos, faça com que ele conquiste sua confiança com gestos e não palavras, deixe claro pra ele aquilo que você quer. Assim as chances de dar certo são muito maiores.


3 - Procure ser independente.
Se você engravidou no meio da faculdade ou ensino médio, não desista, faça tudo o que estiver ao seu alcance para terminar. Não vai ser fácil, mas pense no seu filho e em tudo o que deseja poder proporcionar a ele. Logo no primeiro momento, você vai sim ficar dependente, seja dos pais ou de outros familiares com quem conviva, pois precisará de apoio financeiro e de alguém que fique com o seu filho, enquanto estiver fora. Mas, enquanto estuda, pode fazer um ótimo network, ou seja, uma rede de contatos. Pessoas que podem te ajudar a encontrar um emprego e ser independente, pelo menos financeiramente. E, depois de formada, fica mais fácil encontrar um emprego que pague bem, ao ponto de já não precisar tanto de ajuda com o seu filho. Poderá colocá-lo em um hotelzinho, ou em uma boa escola, e pagar alguém pra ficar com ele sempre que precisar.
A melhor coisa que podemos fazer é ser independente, isso não quer dizer que vez ou outra não vai precisar de ajuda (nunca podemos dizer nunca), porém a independência te dá mais liberdade e chances de crescimento moral, profissional e pessoal.
O que acharam das dicas? Deixe seu comentário.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Como me tornei mãe aos 20 - Capítulo 2



Hoje eu vou relatar mais uma parte da história de como me tornei mãe aos 20...
Logo após tomar a decisão de ficar com o C,  me bateu um certo medo. Todos diziam que eu tinha feito uma loucura, e eu me perguntava se no fim iria acabar machucada de novo, pois se meu ex que se mostrava perfeito no fim se revelou um belo canalha ao me ameaçar e falar coisas terríveis de mim, o que aconteceria agora que escolhi ficar com o safado da escola? Para completar, em meio a isso tudo o C também não me dava muitas esperanças de ser algo duradouro, e já havíamos conversado sobre isso. Eu também não tava pronta para uma nova relação séria, só queria aproveitar tudo aquilo, enquanto durasse, mas mesmo assim, por algum motivo isso me deixava ainda mais insegura.
Os dias foram passando e o meu relacionamento com o C cada vez mais imprevisível, em certos momentos parecia que éramos almas gêmeas, que aquilo nunca acabaria, mas aí lembrávamos das nossas preferência de ser só algo sem compromisso e os sentimentos se confundiam. Com isso, em uma certa madrugada enquanto conversávamos por SMS,  surgio o assunto de o que exatamente éramos, se só ficávamos ou se era um namoro, e depois de muito tempo um jogar pra cima do outro essa decisão, ele mandou uma mensagem que nunca vou esquecer, pois soou maluca, engraçada e do jeito dele, romântica. A frase foi a seguinte "Vamos acabar logo com essa porha! Você quer namorar comigo?" rsrs... Na hora fiquei sem reação, não sabia se ria ou se dava uma bronca nele por esse não ser o jeito mais correto de se pedir alguém em namoro, ou se simplesmente me derretia e aceitava com todas as letras aquele pedido tosco rsrs...
Claro que eu apaixonada respondi com um belo sim, mas sem deixar de tirar uma ondinha com a aquela situação. Quase não dormi com tanta adrenalina, no entanto, como tudo que é bom dura pouco, poucos dias depois de assumirmos o namoro tivemos uma conversa bem tensa, eu estava confusa, não sabia direito o que fazer, percebi que tava me envolvendo demais e comecei a me fechar. Acho que houve o mesmo com ele e não conseguíamos nos entender, fizemos e falamos tudo ao contrário do que realmente queríamos e foi assim que terminamos pela primeira vez.
Se passou uma semana e nem um contato foi feito entre nós, eu aproveitei esse tempo para refletir e pensar sobre o que eu queria da vida, eu sabia que precisava mudar e viver algo novo, mas morria de medo de me jogar naquela história maluca. Já ele, pelo que me contou, tirou um tempo para esvaziar a cabeça e tocar seu violão, aprendendo músicas novas, mas entre uma coisa e outra, acabava pensando em mim.
No dia 19 de Setembro 2012, exatamente uma semana após o fim, eu resolvi entrar em contato com ele e conversar, me sentia culpada pelo fim porque fui a primeira a me fechar e precisava que ao menos continuássemos amigos, porque uma coisa tão intensa não podia terminar daquela maneira. Depois do fim da aula, nos encontramos e conversamos bastante, tentamos manter aquele acordo de amizade e tal, contudo no dia seguinte tivemos outra longa conversa de "amigos" e no final não resistimos e nos beijamos novamente. Aquilo foi demais, ele sempre teve uma pegada maravilhosa e naquele dia se superou, eu viajei pra outro planeta, meu corpo inteiro pedia por ele e eu não podia negar que já não conseguia ficar longe dele. Fomos caminhando até o ponto de ônibus e ele me convidou para ir a uma festa na noite seguinte (Sexta, dia 21 de setembro), seria um encontro dos rockeiros da cidade e ele iria tocar, porém, eu já tinha planos de sair com minhas primas e disse que não daria, nos despedimos e fui pra casa.
Na sexta feira, nos vimos na escola, mas nos falamos pouco porque C estava muito concentrado em seu violão, treinando as músicas que seriam tocadas naquela noite. Uma daquelas músicas me chamou atenção, tinha um toque bonito e romântico, eu não conhecia e também não me dei o trabalho de perguntar sobre ela, confesso que estava meio desapontada por ele nem ter tentado me beijar, mas entendia o quanto a música era importante para ele e o deixei em paz.
Assim que cheguei em casa da escola, ele me mandou uma mensagem dizendo que foi uma pena não ter nem me beijado e que seria bom se pudesse me ver naquela noite. Então fui confirmar o compromisso com as minhas primas, mas uma delas não tinha permissão dos pais para sair e tivemos que cancelar, com isso eu estava livre pra encontrar o C naquela noite e agradeço muito a Deus por isso.
Vesti minha melhor roupa, tentei ficar o mais bonita possível, e mandei um torpedo para o C, avisando que iria para a festa. Ele ficou todo animado, marcamos de nos encontrar em um lugar e assim chegar juntos na festa....
E o que aconteceu nesta festa? Simplesmente a melhor coisa da minha vida até aquele momento. E isso vai ficar para o próximo post.
Mande sua história resumida para contesuahistoria.blog@gmail.com e vamos postá-la aqui no blog, uma vez por semana uma história de leitora será postada aqui e assim vamos poder compartilhar os nossos sentimentos e experiências umas com as outras formando uma linda parceria. Até a próxima.

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