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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Curso de gestante: Devo fazer?

   


   


   Quando uma mulher descobre a gravidez, passa por um processo bastante complexo e confuso, de um lado está a alegria de descobrir que existe um bebê a caminho, principalmente aquelas que tentaram por anos até conseguir a tão esperada gestação, do outro, toda a avalanche de emoções que invadem a cabeça da futura mamãe e por isso ela precisa do máximo de apoio e de todas as formas possíveis de informação.
   Sendo assim, o pré-natal é de extrema importância para garantir a saúde da mamãe e do bebê. Nas consultas e palestras pré natais a grávida tem todo o acompanhamento necessário no que diz respeito as mudanças físicas e os cuidados com a saúde. 

  
Mas e os medos e inseguranças? como se preparar para o que está por vir no âmbito emocional?

     E é aqui que entra os Cursos de gestante. Os cursos de gestante têm o objetivo de ajudar a gestante com seus medos, dúvidas e inseguranças decorrentes de todas as mudanças que já estão acontecendo e as que ainda estão por vir. Na prática esses cursos são uma grande fonte de informação, acolhimento e uma forma da nova mamãe se preparar para esta nova fase de sua vida.
   Dentro do conteúdo programático dos cursos estão cuidados com o corpo, esclarecimentos de dúvidas abertas, amamentação, parto e pós-parto, entre outros inúmeros tópicos abordados sobre a maternidade. O fato é que aliado ao pré-natal, o curso de gestante pode deixar a grávida bem mais segura e preparada para encarar a gestação e tudo o que ela representa, por isso fazer o curso de gestante é de grande importância, principalmente para aquelas que estão passando por tudo isso pela primeira vez.

Onde fazer o curso?

   Várias maternidades particulares e públicas têm um programa de curso para gestantes, basta pesquisar em sua cidade que com certeza encontrará uma bem pertinho de você.
   E para as mamães que não tem tempo para fazer o curso presencial, é possível encontrar ótimos cursos online  e com preços bem atrativos comparados aos presenciais. Para as mamães que se interessam por esta modalidade de curso clicando aqui podem ter acesso a uma ótima opção de um curso básico, com um incrível conteúdo de qualidade e um preço bem acessível, já para as mamães que pretendem ter um parto humanizado essa aqui é a melhor opção, pois além de ser um curso online de alta qualidade é um curso voltado para a humanização do parto, o que será muito útil para a mamãe que opta por esse tipo de parto.



O que acharam do post? Deixem seus comentários.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

História de uma Leitora - Parto normal hospitalar na rede pública

Oi pessoal, desculpa por atrasar este post, as histórias das leitoras são para serem postadas toda sexta feira, porém tive um pequeno imprevisto e nào pude postar.
   Mas hoje vamos acompanhar o relato de parto emocionante da nossa leitora Jéssica Borges de 23 anos, que planejou sua gravidez com muito carinho e resolveu compartilhar esse momento tão esperado com agente.

 " No dia 19/04 as 02:30 da madrugada estourou minha bolsa, estava com 40+1 antes da bolsa estourar, não estava sentido nada mas depois começaram as contrações fracas, meu marido ficou desesperado e já fomos pro hospital, chegando lá fui atendida pelo médico de plantão ele fez o exame e toque e me disse que estava com 5 dedos de dilatação nossa fiquei bem animada só faltava mais 5 e a dor estava suportável só que eu não imaginava o que vinha a seguir.
 Fui internada e chamaram meu médico, ele chegou por volta de 06:00 fez o toque e pra mim surpresa estava só com 2 cm de dilatação, então ele foi fazer suas consultas e voltou as 09:00 e continuava com 2 cm e as contração estava vindo de 5 em 5min mais suportáveis, o médico resolveu me colocar a ocitocina pra ajudar a dilatar, pois se não tivesse resultado ia para cesárea, quando colocou o soro ai conheci a dor insuportável que todo mundo fala, as contrações vinham uma atrás da outra.
 Quando foi mais ou menos umas 10:30 o médico voltou a fazer o toque e eu estava com 5 cm, assim ele pediu para a enfermeira tirar o soro, pois ele ia fazer uma cirurgia e assim que ele tivesse terminando ele ia ligar pra colocar o soro de novo. Durante esse tempo as dores continuaram sem parar, quando a enfermeira veio e colocou o soro novamente eu estava desmaiando de tanta dor eu já estava fraca, pois  estava mais de 12 horas sem comer, com isso, meu marido tirou o soro porque eu tinha chegado ao meu limite, as contrações duravam um minuto constante e eu comecei a gritar e pedir cesárea e pro meu marido tirar aquela dor de mim, meu marido ficou desesperado e foi chamar o médico, quando ele veio fazer o toque estava de 8 pra 9cm ele pediu pra fazer força para chegar logo aos 10 e já mandou eu ir pra sala de parto, chegando lá me colocaram no soro novamente, fiz umas 5 forças, a enfermeira me ajudou e meu bebe nasceu,com 3445 kg e 49 cm."

 Agradeço a leitora Jéssica Borges por compartilhar esse belo relato, sua contribuição foi muito importante para nós.

E o que vocês acharam? Deixem seus comentários.
Aguardo as histórias de vocês, pode ser relato de parto, um desabafo, os primeiros dias com o bebê, dúvidas... enfim,  basta enviar para o e-mail contesuahistoria.blog@gmail.com.
Um abraço e até mais.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

História de uma Leitora - Relato de Parto Natural

Hoje dou início a série  Histórias de uma Leitora, todas as sextas irei postar a história de leitoras que depositaram sua confiança neste blog com objetivo de compartilhar suas experiências.

Este é o relato do parto da nossa leitora Ingrid Steimbach de 24 anos, sua gravidez foi planejada para ocorrer este ano, porém por indicação médica precisou interromper o uso da pílula ainda em 2015 e eis que veio o Arthur que atualmente está com pouco mais de um mês.

"Domingo dia 03-04 saiu o meu “tampão mucoso” de manhã. Minha G.O. já havia me tranquilizado sobre a saída do tampão. Estava sozinha em minha casa na praia. Avisei meu esposo para que ele ficasse atento e algumas familiares me mandaram ir correndo para a maternidade, mas eu estava muito tranquila para isso e não sentia nenhum outro sintoma. Arrumei tudo para irmos embora para a casa da minha mãe, afinal se as dores começassem  eu queria estar o mais perto possível da maternidade onde desejava dar a luz. A tarde comecei a sentir uma leve cólica, muito suportável. Lá pelas 15:30 fomos para a casa da minha mãe. Dormi por aproximadamente 1h e 30m.  Depois fui dar uma checada nas malas e documentos para a maternidade. A cólica foi ficando um pouco mais forte e veio junto de dores nas costas e elas tinham intervalo de média 8 minutos e duravam quase 1 minuto em média. Foi então que decidi ir à maternidade para fazer uma avaliação. Cheguei lá e logo fui atendida. Estava com 2 para 3 dedos de dilatação, sinais vitais normais da mãe e do bebê, nos mandaram para casa e voltar se as contrações ficassem mais fortes e com intervalo de 3 min no mínimo. Voltamos p casa tomei um banho e jantei. O Tiago queria comer cachorro quente, então decidirmos ir a pé, até porque ficava perto de casa. Sentia as contrações cada vez mais fortes. Voltamos para a casa e eu falei para o Tiago: Se continuar nesse ritmo, acho que essa madrugada teremos que voltar para a maternidade. Ele me olhou com aquele olhar que eu não decifrei se era de preocupação ou alegria. Talvez os dois juntos. Ele foi dormir, eu não consegui. Entrei madrugada à dentro sem conseguir ficar parada. Deitei na cama tentando dormir, liguei e desliguei a televisão diversas vezes, fui e voltei ao banheiro, à sala, tomei outro banho. Tudo isso acompanhando as contrações por um aplicativo. Lá pelas 4h da manhã minha agitação na cama o acordou, olhei para ele falei: Acho melhor voltarmos para a maternidade. Acabei de fazer uma média das contrações e elas estão com um intervalo de 2,5 à 3 minutos, durando 1 minuto em média cada. Ele pulou da cama, se ajeitou e fomos. Chegamos por volta das 4 e 40h e o atendimento foi bem demorado dessa vez, tanto na recepção quanto na triagem. Quase duas horas de espera, o dia amanhecendo e chegou a minha vez de fazer a triagem. Sinais vitais normais da mãe e do bebê, 4 cm de dilatação e duas contrações muito boas que fizeram a médica resolver me internar. (Sim, ela ia me mandar embora pra casa de novo, não fossem essas contrações). Assinados os papeis da internação, o Tiago foi buscar as malas e fomos para a sala de pré parto. Tomei um banho demorado e fui para o meu quarto na ala do pré parto. Lá nós ficaríamos apenas esperando a dilatação, tentando relaxar, respirando fundo à cada contração, caminhar, voltar ao chuveiro. Enfermeiros vinham a todo o momento medir contrações e sinais vitais. Quando estivesse chegando a hora, nós seríamos encaminhados para a sala de parto, o Tiago colocaria aquela roupa especial. Cada contração era mais forte. E o tempo foi passando. Eu olhava para o relógio e pedia que não demorasse. Uma enfermeira veio ver a dilatação, 6 cm! O Tiago com o celular na mão dando notícias à família e amigos que esperavam ansiosos, me olhava com um olhar sereno, fez massagem nas minhas costas, me abraçou durante as contrações. Conversávamos muito, rimos, e mais contrações. Nova medição da dilatação, 8 cm! Estava quase! Só faltavam 2! Um enfermeiro perguntou se eu queria a bola de ginástica. Eu disse: SIM! Eu me mantive calma durante quase todo o trabalho de parto, a cada contração eu fazia exercícios de respiração que me ajudaram muito. Sentei na bola e as dores aumentaram como num passe de mágica! Um enfermeiro veio medir as contrações, pediu ara que eu saísse da bola e deitasse na maca. Não consegui deitar reta, fiquei meio que de lado. Muito boas essas contrações, disse ele. E realmente foram, eu senti. Na minha cabeça, não deu 3min que o enfermeiro saiu e veio uma dor muito forte e a vontade não foi de respirar e sim gritar e fazer força. E eu gritei! Ninguém naquela ala ainda havia ouvido minha voz, sequer gemidos. Mas eu gritei e tive vontade de fazer força. O Tiago me deu a mão e pediu que eu respirasse e ficasse calma. Outra contração. Gritei de novo e o enfermeiro veio. A bolsa estourou, eu senti, mas quase não conseguia falar, mas falei: a bolsa estourou! E mais dor. Rapidamente veio uma médica e enfermeira, ela espiou por debaixo do pano e falou algo que eu percebi que não daria tempo de ir para a sala de parto. Trouxeram todos os equipamentos, pediam para eu fazer força. É, seria ali mesmo, pois a sala de parto estava ocupada até pouco tempo atrás. E teriam que arrumar tudo. Não daria tempo. Vontade de fazer força vinha e elas diziam: força mãezinha! Não solta a respiração, respira mais e faz força. E eu fazia e dizia: vem filho, vem filho! Cada contração eu sentia que estava quebrando os ossos da mão do Tiago. Olhei para ele um momento e ele estava branco. (risos) Não demorou muito, mais algumas contrações e veio ao mundo nosso Arthur Steimbach Coelho, no dia 04-04-16 às 12:23 da manhã, pesando 3.050kg e medindo 47,5 cm. Junto nasceu uma mãe, um pai, uma nova família. Meu parto foi completamente natural, sem anestesia. Tive laceração de períneo, levei muitos pontos, mas nem quis saber quantos para não me preocupar."

Relato realmente emocionante, muito obrigada e parabéns Ingrid.
 O que vocês acharam? Deixem seus comentários e/ou enviem suas histórias também, para o e-mail contesuahistoria.blog@gmail.com . Não esqueçam de seguir o blog para acompanhar as postagens.
Até mais

quinta-feira, 5 de maio de 2016

A responsabilidade de ser mãe



   Hoje vou falar um pouco sobre as dificuldades e o peso de ser responsável por uma nova vida.

   Todos estão cansados de saber que cuidar e educar um filho não é nada fácil. Tem dias que simplesmente queremos fugir ou evaporar da face da terra.

   Eu ainda estou na fase do medo, medo de perder meu bebê porque ele está crescendo muito rápido e apesar de cansativa é uma fase muito linda, medo de não saber ensinar tudo que ele precisa saber durante seu desenvolvimento para mais tarde se tornar uma pessoa de bem, medo do futuro, de não conseguir manter uma boa qualidade de vida para ele, de um dia ele olhar pra mim com aqueles olhos lindos me pedindo algo e eu não saber explicar da forma correta porque não posso dá-lo, enfim, medo do futuro e de tudo que ainda vou enfrentar.
   As dificuldades são muitas, nos primeiros meses tem as cólicas, as madrugadas em claro, o choro e você não consegue fazer quase nada se não tiver ajuda porque além de todo o desgaste de se cuidar de um bebê você também ta se recuperando não só do parto mas da gravidez em sí, pois passamos por um longo processo e no final é ainda mais doloroso, as contrações de treinamento, o peso da barriga e claro o parto, seja cesárea ou normal, vai ser complicado de todo jeito, eu tive normal e peguei tanto ponto que mal dava pra sentar nos dois primeiros dias e pra completar no primeiro dia em casa meu bebê passou a noite inteira chorando e até hoje não sei o por quê, talvez tenha sido sua primeira crise de cólica ou estranhou a casa, bem, acho que nunca vou ter a certeza do real motivo. A questão é que eu tinha passado 18 horas em trabalho de parto, sem comer, fazendo uma força que já não tinha, depois passei uma noite mal dormida num hospital frio e estava cheia de pontos que doíam dependendo da posição que eu tivesse, tudo o que eu precisava era da minha cama e do meu soninho tranquilo pra me recuperar um pouco, mas meu bebê me mostrou que tudo muda depois da maternidade, seu sono nunca mais será o mesmo porque mesmo depois que a fase dos choros de madrugada passa, você ainda precisa levantar de madrugada pra amamentar ou dar mamadeira, trocar fralda, se certificar que ta tudo bem com o bebê entre outros trabalhos noturnos de uma mãe. Porém aos poucos você vai se adaptando e aprendendo com sua nova vida, o tempo vai passando e quando você percebe já não tem mais um bebezinho, a partir dos 5 meses o bebê fica mais esperto começa a querer se arrastar, não para mais quieto na cama, pega as coisas e coloca tudo na boca, com isso tudo muda novamente e começa um novo processo de adaptação, você começa a aprender que não adianta mais insistir em deixá-lo na cama porque uma hora ou outra ele vai cair ou se não cair vai pelo menos te dar um belo susto, que o carrinho já não é mais tão útil  porque ele não vai querer ficar ali parado com cinto de segurança sem poder mexer nas coisas ao redor e com isso vai chorar pra ir pro braço ou pro chão brincar, e o chão é outra coisa que nem adianta agente evitar, principalmente quando começam a engatinhar la para os 6 ou 7 meses, e ai começa mais uma luta que é  tirar tudo de vidro, que possa ser quebrado ou enfeites pequenos que possam ser engolidos, do alcance do bebê, e esqueça deixar a casa arrumada porque é brinquedo pra todo lado. Nessa fase também inicia um outro obstáculo, a introdução alimentar, eu ainda to me acostumando com isso, tem coisas que meu bebê aceita bem e tem outras que ele não quer de jeito nenhum. Você vai precisar prestar muita atenção nas reações do bebê ao provar algo novo para identificar uma possível alergia, criar uma rotina de alimentação, e claro sempre fazer um acompanhamento regular com o pediatra.
   Dessa forma podemos ver que ser mãe é ter inúmeras responsabilidades e enfrentar inúmeros desafios e aprender continuamente, pois sempre que achamos que sabemos tudo e nos acostumamos com uma rotina do nada tudo muda, é uma verdadeira montanha russa passando.
   No entanto ser mãe é um trabalho árduo mas maravilhoso, é lindo ver seu filho crescer e aprender algo novo a cada dia, temos os nossos medos e angustias mas tudo é compensado, e o melhor de tudo é no futuro ver que cada esforço valeu a pena.

   Meu post termina aqui, sei que tem muita coisa pra se falar mas resolvi falar sobre as dificuldades que já vivi e estou vivendo já que meu filho tem apenas 7 meses.
   Deixe seu comentário, fale sobre suas experiências, diga se esse texto ta de acordo com o que você está vivendo, e tem algo que queira colocar, pois sua opinião é muito importante para mim.
Até a próxima.
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